segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010




Lhasa de Sela
1972 -2010

Esta senhora embalou os meus trabalhos do ano passado. Todos sem execepção têm este sabor. Completamente inesperado.

Aqui, em Junho.

domingo, 3 de Janeiro de 2010

Venho por este meio informar que o primeiro post de 2010 não diz nada. Serve o mesmo apenas para acrescentar uma nova categoria na lista de anos em que se arquivam textos, ali na barra à direita.
Grata pela compreensão,
Incógnita.
P.S.: O Impluvium deseja a todos uma excelente nova volta ao Sol.

terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

Tenho medo. É uma sensação tão recente quanto intensa, esta ameaça de que um ponto final se intrometerá entre o que sou e o que vem. Risca-se o fósforo no combustível em mim, acende-se-me o escuro e a mágoa rebenta, chovo por dentro mas a água evapora antes de tocar a superfície em brasa. A pele envolve os destroços luminescentes de fogo-fátuo, fumo e vapor. Sombras nos olhos, escuro em redor.

domingo, 27 de Dezembro de 2009

Uma família sem uma figura patriarcal, serena, sábia, madura e agregadora, não é família. É um arraial de gente miúda que partilha cromossomas invisíveis e incapazes, orfãos de todas a idades e estados mentais, crias de pais vivos desprovidos de pulso vital. Assim, o Natal é a reunião de um apelido em busca do grande colo denominador comum que não acolhe nunca, e termina invariavelmente em desilusão e desamparo. Até ao ano seguinte.

sábado, 26 de Dezembro de 2009

Não é festa de família, não é orgia consumista, e muito menos celebração cristã. São os dias em que se prepara comida, se mastiga, se digere e ingere mais um pouco sempre imenso, em que a fome nunca aperta mas a saciedadade não se alcança. Quando a comida acaba, a família dispersa, farejando outros lugares onde se prometa mais repasto.